Compulsão Alimentar – Você tem???

compulsão alimentarHoje vamos falar sobre compulsão alimentar.

Um problema muito comum que atinge a milhares de pessoas no mundo que estão acima do peso, vivem no efeito ioiô, ou tem odesidade sofrem desse transtorno e não sabem. A compulsão alimentar está associada principalmente a ansiedade e depressão. Na maioria dos casos demora muito a ser diagnosticada porque as pessoas que sofrem desse transtorno costumam esconde-lo ou viver em negação do problema.

compulsão alimentar3Como saber se eu tenho compulsão alimentar??

Um dos principais sintomas de quem sofre desse transtorno é consumir grandes quantidades de comida (de qualquer tipo) de uma só vez, ou por um período de tempo (como uma festa ou um dia inteiro) tendo fome ou não, mas não vomitam depois disso como os bulimicos por exemplo.

Outros sintomas são:

  • Comer até está desconfortavelmente cheio
  • Esconder os hábitos alimentares das outras pessoas por vergonha
  • Baixa autoestima e infelicidade com o próprio corpo.
  • Esconder comida para episódios de voracidade
  • Comer constantemente enquanto tiver comida disponível.
  • Sentir descontentamento ou ate mesmo repugnância em relação ao hábitos alimentares.
  • Sentir-se culpado e até mesmo com raiva depois de um episodio de voracidade.
  • Comer escondido ou esconder as embalagens vazias dos alimentos comidos nesses episódios de voracidade.
  • Comer descontroladamente de forma compensatória emocional. (por estar triste, ter algum problema etc..)

comp alimentarEsse texto abaixo do Dr. Marco Antonio de Tommaso com o depoimento de uma das suas pacientes, esclarece muito bem o assunto e nos dá dicas de como lidar com esse transtorno, já que ele não tem cura e seu principal tratamento é a terapia.

“Comi um pedaço de bolo no trabalho. Era aniversário de uma colega. De cara pensei: “está tudo perdido!” “Vou estragar minha dieta!” Saí do escritório, passei em um supermercado e comprei doces e sorvetes. Afinal, “perdido por um…”Em casa, devorei tudo isso e muito mais! Dor, culpa, arrependimento e mais comida. “Final de mais uma dieta”! Mais uma frustração. Auto-estima lá em baixo!”. Este é um depoimento de Maria Lucia, 28 anos – mas poderia ser de qualquer outra pessoa com compulsão alimentar. Sua forma distorcida de avaliar a realidade a levou, como vem levando, a comportamentos errôneos em relação a seu peso, ao alimento. Pensamentos que refletem crenças errôneas, não questionadas.

Naturalmente, todos os seus colegas também comeram a fatia de bolo. Aqueles de “”cabeça magra”” voltaram a seu trabalho e não mais pensaram no assunto, nem passou pela cabeça se iriam compensar deixando de comer isso ou aquilo na janta. Cada qual voltou para sua casa e tocou sua vida, inclusive em termos alimentares.

Qual a diferença entre eles e Maria Lucia? Para ela, a perspectiva de comer um pedaço de bolo provocou, por experiências passadas, pensamentos automáticos distorcidos, do tipo ”está tudo perdido”, ”estraguei tudo”, que a levaram à culpa e motivaram o descontrole.

Como poderia ter agido se fosse possível voltar no tempo? Seu comportamento está automatizado. Ela procede dessa forma sem perceber. Aceita, sem qualquer contestação, pensamentos distorcidos como verdadeiros, sem sequer se dar conta. Enquanto não aprender a “desmontar” esse comportamento, será refém de situações desse tipo, por melhor que seja sua dieta.

Neste caso, é necessário identificar os primeiros indícios desses pensamentos automáticos. Pergunte-se: o que estou pensando agora? O que se passa em minha mente? Se a resposta for “estraguei tudo! ”ou “ está tudo perdido!”, questione-os. Será que realmente estragou tudo? Como pode justificar isso? Em que se baseia? Bem, comeu um pedaço de bolo e acrescentou algumas calorias à sua dieta hoje, mas, se parar agora, não terá estragado nada! Pronto! Foi criada ao menos a opção de se comportar dessa ou daquela maneira! Entra em cena a razão – mediação entre o impulso e o ato de comer em si.

Procedendo desta forma, identificando, mediando e questionando esses pensamentos, eles serão substituídos por outros mais lógicos, que vão gerar comportamentos mais adaptativos. Se você não se sente culpado por ter comido um pedaço de bolo, passa a compreender que isso não é o caos e pode evitar o ataque de comer.

dieta-compulsao-alimentar-02A sensação de falta de controle leva à culpa. A culpa gera ansiedade. A ansiedade leva à comida, que leva à sensação de falta de controle, que mais uma vez leva à culpa, etc, etc. Mas este ciclo pode e deve ser interrompido questionando-se sua origem: as formas errôneas de avaliar a realidade! No começo do desmanche desse comportamento, preocupe-se com o processo, não com o resultado. Este virá como consequência. Erros deverão ser vistos como oportunidade de aprendizado, não como fracassos.

Dr. Marco Antonio de Tommaso é psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo, tendo atuado no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento. Credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade, foi consultor da Unilever e hoje é articulista da revista Boa Forma, além de psicólogo das agências Joy e L’Equipe de modelos.

     

2 ideias sobre “Compulsão Alimentar – Você tem???

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